Regras de conduta do shibari

Primeira vez que será amarrade? Converse antes da sessão, se alimente com comidas leves, dê um intervalo de pelo menos meia hora entre a refeição e amarração. Substâncias que alterem percepções não são permitidas para a prática.

Tenha em mente algumas palavras essenciais: RESPEITO, CONFIANÇA, LIMITES e COMUNICAÇÃO. A boa prática do shibari se baseia nelas.

A conversa antes da sessão deve conter muitos itens do que pode ou não ser feito, lembrando que a rigger também tem seus limites. Tenha em mente que são SÓ CORDAS. Eu pessoalmente não faço outras práticas em sessões, em aulas ou em eventos. Não insista quando ouvir um ‘não’. Há um texto mais detalhado sobre negociação pré sessão disponível no site.

O que não tiver sido conversado na negociação EXPLICITA e ESPECIFICAMENTE NÃO PODERÁ ser feito. Mesmo você enquanto pessoa amarrada, não poderá tentar tocar quem é rigger, beijar ou qualquer outra coisa que não tenha sido citada na negociação em momento algum. Não deverá ficar lutando com quem é rigger, a não ser que isso tenha sido acordado entre as partes, pois há grande risco de lesões graves nas cordas que passam nos braços principalmente.

Não chame as pessoas por apelidos ou títulos com os quais ela não se apresentou.

A prática pode auxiliar no auto conhecimento, tanto físico quanto psicológico; é uma prática corporal que pode mudar sua relação com seu corpo; tem contato físico constante e ele não necessariamente será sexual, pelo contrário, na maior parte das vezes NÃO será. Nós não temos o costume de tocarmos uns aos outros por tanto tempo a não ser para práticas sexuais, o shibari mostra o quanto o seu corpo NÃO precisa ser sexualizado quando tocado. Ele cria uma sensação de proximidade e conexão entre os envolvidos (quem amarra e quem é amarrade). Algumas pessoas experimentam sensações meditativas ou mesmo de sonhos. Ela é muito intensa, então deverá ser usada com cautela, os efeitos psicológicos (tanto positivos quanto negativos) não podem ser menosprezados.

O feedback após a sessão é essencial para que quem amarra continue a melhorar e entenda o que seus movimentos ou intensidade das cordas causaram na pessoa amarrada. O que dizer? Se você se sentiu bem, se perdeu noção do tempo e do espaço, se sentiu que só havia vocês dois, se sentiu vergonha ou medo, se sentiu acolhimento, se sentiu carinho, etc.

Shibari NÃO É BDSM, pode haver masoquismo em algumas amarrações que causem dor, eu pessoalmente NÃO sou a favor da mistura das duas práticas (BDSM e Shibari). Mas há diversas opiniões e discussões a respeito desse tema, um tanto polêmico. Acredito que o shibari se assemelhe muito mais a yoga – em diversos quesitos -, do que ao BDSM, porém isso é uma opinião pessoal minha. E obviamente, tudo dependerá da intenção das praticantes.

Espero que todes aproveitem bem suas experiências nas cordas da forma mais saudável e segura possível!

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